27/10/2011

Labirinto de conhecimento

Quem dera poder habitar em uma biblioteca, cercada de mestres mudos com tanto a dizer; 
deslizaria sem receio pelos corredores abarrotados de mistério e silêncio
labirinto de conhecimento, onde quero me perder
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Adriana N. Amaral

16/07/2011

reflexo

Dois homens estavam sentados a beira de um abismo. O vento úmido era o único som que ouviam além de suas vozes salpicadas pelo frio das montanhas. O homem mais velho falou enquanto observava o mover preciso das nuvens:
- É repugnante as vezes viver nesse mundo, onde estou cercado por pessoas falsas que me fazem odiá-las a cada dia em que tenho a obrigação de encará-las. 
O homem mais novo digeria suas palavras em silêncio o olhar perdido no infinito e a mente funcionando a todo o vapor; levantou-se de súbito e aprumou os pulmões gritando com todas as suas forças:
-EU ODEIO VOCÊ!!!!!!!!!
Todo o redor, preciso e vivo, colossal e ameaçador pareceu captar a mensagem, e em menos de um segundo o grito foi devolvido num eco tríplico ensurdecedor:
-EU ODEIO VOCÊ! EU ODEIO VOCÊ! EU ODEIO VOCÊ!
Logo fez-se silencio e por fim, o homem mais novo apoiou-lhe as mãos nos ombros e falou:
- Não seria tão repugnante se partisse de você o fato de não encará-las, mas simplesmente olha-las e cumprimentá-las. Somos um reflexo de tudo o que fazemos, a vida nos devolve o que lhe atiramos. O que você recebe do mundo nada mais é do que você tem dado a ele. 
Essas palavras foram como um soco na sua vulnerável realidade. Seu olhar estava tão perdido quanto sua falsa razão que havia batido em retirada. O vento assoprava frio agora, mas o céu se fazia mais azul do que nunca e as nuvens haviam se dissipado. O homem mais velho se levantou e disse:
- Seria mais fácil eu sentir raiva de você nesse momento,  mas não consigo e você sabe me dizer por que?
- Sim - disse o homem mais novo - é porque eu não lhe disse o que você queria ouvir, e sim o que você precisava escutar.
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(Adriana N Amaral)
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21/06/2011

romancista

Não quero ser uma romancista de meias palavras
que pisa de salto na sociedade
e deixa rastros de Caron’s Poivre ao passar
Não quero ser uma romancista que causa com a capa
que vende luxúria
mas deixa o conteúdo a desejar
Não quero ser uma romancista degradante
que brinca com palavras difíceis
abusa de diálogos pomposos
e afasta a criança da estante
Não quero ser uma romancista de milhões de cópias vendidas
atalhada numa falsa notoriedade
que seduz com batom e sombra nos olhos
mas as letras, estas estão há muito perdidas
Não quero ser uma romancista sem calor
dona de páginas frias e calculadas
e sim a escritora dos pés descalços 
que nas tardes ensolaradas, pega um livro, deita na grama e abraça o escritor

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A simplicidade pode ser encontrada nas páginas dos melhores livros
e os melhores escritores se encontram nessas páginas
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(Adriana N. Amaral)

18/06/2011

o poder do escritor

Ser escritor, é bem mais que saber dominar as palavras; ser escritor é viver em muitos mundos além do seu, é participar e fazer parte da vida de seus personagens, é amar as letras no momento em que elas te dão mais trabalho. É tentar tocar as imagens que a mente lhe revela. É sorrir pro invisível quando ele só é visível a você. É criar trilha sonora para sua obra e ouvi-la meio ao silêncio. É acordar no meio da madrugada com  alguma idéia mirabolante e acreditar que ela pode fazer a diferença. É sentir o cheiro da aventura e querer que sua historia seja lida, contada, e assim repassada mesmo depois de sua morte... 
Enfim, ser escritor é ter o dom de abrir portais em milhares de mentes, e implantar ali o mundo que antes só existia dentro da sua imaginação. Ser escritor é basicamente isso, o resto é supérfluo.
 
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(Adriana N. Amaral)

12/02/2011

Love Dragonfly

Gif Animado de uma Libélula em Estereoscopia
Oh libélula, quanta leveza, dança bailarina espelha-se no lago 
Sintonia com o vento, fada que dança para todos os lados
Oh libélula, as folhas se curvam diante do seu farfalhar
doce pousar sobre a relva, exala magia pairada no ar
Oh libélula, foges oculta para seu castelo secreto
não deixa rastros, portador de mistério incerto
Oh libélula, suas asas vitrais delineiam a sua tenra coordenação
portadora da mais profunda beleza, inseto de seda que toma a minha imaginação 
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PS* Oh Libélula quando contemplo teu plano de vôo, petrifico-me, pois admirar-te é preciso

Love Dragonfly              (Adriana N. Amaral)                                       


02/02/2011

livros são mágicos

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Descubro se um livro é mágico assim que consigo tocá-lo; a grande verdade é que até hoje não toquei praticamente nenhum que não contivesse magia em suas páginas. Todos carregam parte da alma do seu criador, sonhos intocáveis, e tantas outras vidas ali depositadas.
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(Adriana N. amaral)



28/01/2011

escrevo...

"Escrevo o que estou sentindo, e é nesse instante que tenho a certeza de que não sou eu quem doma as palavras, são elas que buscam a minha emoção, são elas que têm dominante razão. Certeiras, esguias, os traços que me trazem a calma
não conheço outra forma de ser escritor, se não com a alma"
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(Adriana N. Amaral)


19/01/2011

um brilho especial

Tentei buscar em mim, a sua presença pra poder escrever, e tenho certeza de que consegui muito mais que isso. Estava medindo o tamanho desse sentimento; quando me peguei observando a lua, debrucei-me na janela semi aberta, cuja luz aveludada penetrava por entre as folhas das árvores. Seu brilho tão intenso chamou minha atenção, sua cor tão vívida, como se eu nunca a estivesse observado realmente... Pareceu-me até mais próxima, mas intocável, onipotente. Busquei nela o seu sorriso, busquei o seu brilho, a sua luz; observei com mais atenção, e ela parecia observar-me tão silenciosa, atenta, impenetrável. Corri pro quintal; a brisa tocou-me como toca as folhas sem ao menos movê-las. Senti um arrepio de sentimentos percorrer por minhas veias; mas deixei-me levar pela mágica do momento. Meus olhos marejados seguiam seu hipnotismo dourado, enquanto apenas um nome retumbava dentro de mim, enquanto apenas uma pessoa fazia parte dos meus pensamentos numa hora tão sublime. Pedi em silêncio uma explicação pra algo tão forte; "O que pode ser isso que estou sentindo?" 
E no mesmo instante concluí que tudo aquilo era inexplicável, indizível, indomável. Foi quando tive a certeza de que o que sinto é muito mais do que simples palavras que se joga no ar e pode se perder. Foi quando concluí que o que sinto, é como essa luz que nos toca de tão longe, mas que não pode ser tocada. 
Meu olhar se estendeu mais uma vez a ela, e desejei apenas que ele estivesse aqui do meu lado pra poder ver dentro meus olhos, o seu brilho espelhado nessa luz que me ajudou a entender que sentimentos não tem medidas e nem quer ser medido. Que os sentimentos podem nos tocar, mas que jamais poderão ser tocados e sim, sentidos. Queria apenas a sua presença aqui nesse momento para juntos podermos contracenar com a lua que é na verdade a grande protagonista das lindas histórias de amor. 
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Descobri que o seu coração é a luz do meu coração, e você ilumina a minha vida
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(Adriana N. Amaral)

08/01/2011

Estava escrito assim...


E ontem, algo em seu olhar trouxe-me a uma realidade desconhecida, intocada, irreal. Quis guardar aquele momento pra sempre, por isso, te olhei com tanta intensidade. Seu brilho me ofuscava, eu tremia e tentava disfarçar. Disfarçava, mas continuava a tremer. Até que fui refugiada em um abraço seu, seu toque aveludado e beijos apaixonados faziam meu coração descontrolado não me deixar pensar em nada e em muitas coisas ao mesmo tempo. Foi naquele  exato momento; de silêncio, e companhia que eu tive a certeza de que se aconteceu, é porque estava escrito assim, eu em você, você em mim... Meu grande amor
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Toda a inspiração vem quando fecho meus olhos e encontro os seus dentro de mim
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(Adriana N.Amaral)

01/11/2010

As aparições de Aslam

Os amantes de Nárnia saberão exatamente o que descreverei aqui. Quando estamos lá no cinema, sentados, petrificados pela sensação de estarmos finalmente frente ao filme do ano; mais uma aventura narniana bem a nossa frente. Os olhos cheios de alegria ao presenciar-se com um dos melhores momentos cinematográficos... A aparição de Aslam. Quando esse leão aparece em cena (não sei acontece só comigo) mas é um momento de puro êxtase, na verdade, parece mesmo que ele é de fato real, sua bondade, seu olhar, sua voz. tudo contribui pra esse personagem complexo que rouba a cena mesmo não aparecendo o tempo todo.

 Aslam, o único personagem a participar dos sete livros, possui características sobrenaturais – é um ser divino. Aparece sempre nos momentos mais dramáticos para ajudar as crianças e os narnianos. Em O Sobrinho do Mago é ele quem cria Nárnia e suas criaturas, também é quem a destrói, em A Última Batalha, e leva todos para o País de Aslam.
Em A Viagem do Peregrino da Alvorada sua intervenção não é diferente. A novidade da história é que agora ele também tem a capacidade de aparecer em diferentes formas; vejamos os momentos de sua aparição:
Cura de Eustáquio. Na última noite da missão do Peregrino da Alvorada na Ilha do Dragão, Aslam apareceu para o dragão Eustáquio pedindo que se banhasse em uma nascente, mas que tirasse as roupas antes. O dragão obedeceu, tirando as escamas. Aslam o ajudou com as garras a tirar toda a pele, de forma que Eustáquio voltou a ser um garoto.
Quebra do encanto da Ilha da Água da Morte. Caspian e Edmundo começaram uma discussão sobre o destino da Ilha das Águas de Ouro, movidos pela magia que provocava a ganância em quem pisava na ilha. Aslam apareceu rapidamente em cima de um monte e eles voltaram a si.
Feitiço para tornar visíveis as coisas ocultas. Apareceu para Lúcia por meio do encantamento proferido do livro de Coriakin. Chamou a atenção dela por usar da magia para espionar as amigas e depois lhe apresentou o velho responsável pelos Tontópodes.
O Albatroz da Ilha Negra. Os tripulantes estavam desesperados para sair da névoa negra da região da ilha que era amaldiçoada com a realização de todos os sonhos. Aslam lhes apareceu na figura de um albatroz e os guiou para longe do local.
Para chamar a atenção de Caspian. O rei queria muito seguir para o País de Aslam, mas teria de abdicar da coroa. Nervoso, vai para o seu camarote. Aslam aparece e lhe chama à responsabilidade que tinha em seu reino.
O cordeiro. Em sua última aparição, um cordeiro encontra-se com Lúcia, Edmundo e Eustáquio depois de terem se despedido de Ripchip, que foi para o País de Aslam. Ele os convida a almoçar e no diálogo se mostra como o Grande Leão, depois abre uma fenda na parede para que as crianças voltem ao seu mundo.
E que venha Dezembro...