Mostrando postagens com marcador papo de escritor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papo de escritor. Mostrar todas as postagens

31/12/2012

Motivações


 A beira de um lago esverdeado, sob a sombra de uma velha e extensa árvore, Keira e Thomas repousavam satisfeitos após um caprichado piquenique. Os dois eram amigos de infância e apesar de terem a mesma idade, Keira era vista por ele como uma verdadeira sábia; uma conselheira como ninguém no mundo saberia ser. Entre o canto dos  pássaros e o chacoalhar do vento nas folhas secas, a voz de Thomas soou
  - Se pararmos para analisar a situação nos dias decorrentes, realmente tem 98% de chance de dar errado. As pessoas me aconselharam. E tudo que tenho ouvido é que não devo persistir em algo tão complicado, tão absurdo e que no final das contas só vai gerar confusão...
  Keira o ouviu pacientemente enquanto seus pés desnudos mergulhavam no lago cor de esmeralda. Seus olhos visavam todo o redor como se quisessem captar palavras acomodadas no silêncio. Ajeitou o colar de libélula que ornava seu pescoço e por fim falou
  - E os 2% de chance de dar certo? - nesse exato momento, Thomas sentiu seu estômago comprimir, não respondeu e ela continuou – devemos aprender a ouvir opiniões com sabedoria, afinal todos têm algo a ensinar, mesmo que com palavras negativas. A diferença está em como as absorvemos. Pense em feijões recém-colhidos. Eles têm que ser separados. Os bons são aproveitados enquanto os ruins são postos para fora do tacho. 
      As palavras de Keira tinham o poder de expulsar qualquer negatividade com sua autoridade verídica. Nada sobrava ao redor a não ser a certeza de que ela sempre estaria certa, pelo menos para ele. Queria perguntar mais uma coisa mas receou com um disfarce bobo, fingindo ter escutado um barulho adiante mas foi surpreendido pelo olhar certeiro da amiga, por fim gaguejou ao dizer:
        - Keira, você a-acredita mesmo no impossível?
        Os olhos de Keira, negros como uma noite sem luar se acenderam e mil estrelas faiscaram dentro deles – Thomas, o impossível só foi criado para nos por a prova todos os dias. Ele simplesmente não existe para as pessoas capacitadas e dispostas a lutar pelo que se acredita. E se você é capaz de duvidar de si mesmo, não é digno sequer de sonhar. 
       Outra vez o estômago de Thomas foi comprimido como se uma mão o tomasse por dentro e espremesse sem piedade. Keira além de sua amiga era a voz que mandava em sua consciência. Não uma voz de palavras bonitas e doces que amansam o errado e agradam o que deve ser reprovado com um quê de falsidade eminente. Como poderia ser tão sábia e jovem ao mesmo tempo? Ela já havia respondido essa questão uma vez; para se ter certeza do que diz, não precisa ter os cabelos brancos tampouco a pele enrugada mas sim ouvidos que saibam ouvir e boca que saiba falar apenas quando o assunto lhe convir. 
      - Pretende lutar? - Disse ela com um sorriso que fazia com que seu rosto parecesse ainda mais sedutor do que já era – pretende ir atrás de seus sonhos loucos que fazem de você um louco desvairado mas realizado ou vai sentar para remoer as sobras que lhe lançam como se você fosse um  mendigo merecedor de migalhas
     Thomas levantou-se. O vento que antes era oculto balançou seus cabelos cor de trigo. Sua voz saiu cheia de certeza, o que fez com que Keira suspirasse com um certo ar de orgulho e missão cumprida.
    -  Aqueles 2% nunca me pareceram tão atraentes – disse ele com um largo sorriso - Os 98% de negatividade acabaram se transformando em degraus os quais irei subir um a um. Olhos de pessoas comuns visam impossibilidades, já os olhos dos loucos preferem nem enxergar.   
     A tarde se foi, e eles também, Thomas e Keira se afastaram da enorme árvore a passos lentos. Keira sorria para Thomas, Thomas encarava Keira. E um só desejo consumia seu coração; o de conquistar a mulher que mais amava no mundo todo. A mais intocável aos olhos do povo – Keira Midnight, princesa da velha  Inglaterra, enquanto Thomas Sonth era seu servo. Um simples e louco plebeu.                                        













-
(Adriana N. Amaral)

                                                                   

02/10/2012

Amor sem limites

    "Os dias passam devagar" ouço você dizer enquanto descansa mansamente sob sombra desse velho abacateiro...  Olho para as minhas patas cansadas e concluo que a nossa realidade é cruelmente contrastante. Vejo a vida passar pelos meus olhos e temo que os dias ao seu lado estão se escoando sem que eu possa intervir. Tento captar seu sorriso com minha visão limitada e a alegria vem transbordante quando chama por meu nome; tudo se acende, torna-se nítido, real, o tempo para, pelo menos por alguns segundos, ah... segundos tão eternos. Quero que perceba isso, sorrio com a cauda e lhe afago com meus golpes pesados que por vezes o derruba no chão. 
      Permanecerei ao seu lado mesmo que você nunca venha perceber. Estarei ali até mesmo quando me chamar e eu não for mais capaz de ouvir. Permanecerei porque a sua presença já faz parte de mim e o instinto me guiará. 
    Permanecerei com a dádiva de te amar sem limites, de te proteger sem medo e até mesmo de te guiar sem forças. Estarei ao seu lado até o fim...  e pouco antes da morte nos separar, meu último pensamento será você. Esteja certo de que minhas infinitas lembranças o abraçará. Pedirei ao vento que sussurre uma canção ao seu ouvido e você de certa forma concluirá que apesar de eu ser apenas um cão, cumpri com o meu maior propósito, o de ser fielmente o seu melhor amigo. 
-
-
(Adriana N. Amaral)
-
   

10/04/2012

Simples assim

Ser escritor vai muito além de publicar livros e distribuir autógrafos... Isso se torna supérfluo perto do que ele realmente vem a ser.
O verdadeiro escritor entrega-se aos mais loucos mistérios, envolvendo sua mente, imaginação, adaptando-se a noites em claro, silêncio e solidão.
O verdadeiro escritor na maioria das vezes está oculto do resto do mundo, fabricando sonhos, construindo vidas e esculpindo sua originalidade incomum.
Pouco se preocupa com títulos e capas, pois para si tem a confirmação de que o que arrebata de verdade é o conteúdo extraído do seu subconsciente.
Nada mais.
-
(Adriana N. Amaral)

01/02/2012

Mundo Materialista

Numa manhã de inverno, a chuva fina batia na janela envidraçada daquele quarto embebido de luz âmbar que vinha de um abajur da escrivaninha. Linka estava sentada, o olhar perdido em lugar algum. Seus dedos deslizavam por uma folha de caderno amarelada sobre a mesinha de cabeceira, uma caneta-tinteiro repousava ao seu lado. Polus a observava calado, a barba cobria seu rosto impiedoso. Seus olhos estavam cheios de palavras mudas, essas que Linka bem conhecia. Foi quando ela arriscou:
     - Devo abrir mão dos meus sonhos se quiser viver nesse mundo onde as coisas são reais somente se vivermos com os pés no chão. - Linka não acreditava em suas próprias palavras ao ponto de falar pausadamente cada uma delas como se de si estivessem sendo arrancado cada pedacinho da alma.
     Polus continuou a observar. Calado. Digerindo o momento, mesmo  com a resposta na ponta da língua, deixou que a amiga continuasse.
     - Eu sei que parece loucura mas é que me falaram isso hoje, que devo abrir mão de meus sonhos se quiser viver uma vida real, se quiser sobreviver a esse mundo materialista.
     O único barulho que se ouvia era da chuva contínua salpicando na janela, tudo estava em silêncio, era como se o redor espectasse, quando Polus enfim saiu de sua estadia, o barulho de seus passos entregava sua presença ao quarto. Firme, protetora, sábia...
      Aproximou-se da folha que repousava na mesinha, tomou-a e pediu para que Linka transpassasse para ela cada sonho por menor que fosse, por maior que fosse, por mais louco que fosse. Tomou a caneta-tinteiro e fez menção a ela que obediente começou a escrever um a um, sonho por sonho. Parecia em transe enquanto escrevia, suas mãos estavam firmes, decididas e seus olhos fixos no papel como se sua vida dependesse daquilo; e de fato dependia sim. Entregou a folha escrita de cima a baixo para um Polus sorridente mas contido em seu ar lupino.
     - Agora recorte cada palavra - disse ele decididamente deixando Linka ainda mais confusa - recorte cada uma e depois dobre-as uma a uma, como se fosse fazer um sorteio com elas.
     Linka obedeceu, recortou cada palavra e dobrou cada pedacinho de papel com cuidado repousando-os em seguida na mesinha cor de musgo. - E agora? - Perguntou confusa _ o que faço com eles?
     Polus respirou, aquela calma característica que dava nos nervos. O olhar de Linka não desviava do dele, queria enfim entender o por que de tudo aquilo
     - Junte-os com suas mãos, pegue-os. 
     Linka obedeceu, acolheu os pedacinhos de papel da mesa e segurou-os como ele havia pedido.
     - Agora, minha cara jovem, abra suas mãos com força.
     Linka o observou, o coração começou a acelerar, sentia-o compulsivo ao seu peito 
     -ABRA!! ESTOU MANDANDO!!!
     O eco de sua voz surtiu quente em seus ouvidos, era como se estivesse levando um soco do mundo.
     - NÃO!!! - Disse ela enfim
     - Abra agora essas mãos Linka, deixe que caiam, deixe que desapareçam debaixo do tapete, que voem pela janela, que se percam debaixo da cama. Eu estou mandando, é um conselho, por que não o está seguindo de cabeça baixa como fez quando os outros lhe "aconselharam"? Por que enfim não está me ouvindo como ouviu quando pessoas sem sonhos lhe disseram o que fazer? Por que agora você sentiu vontade de me desafiar? - Sua voz saia ameaçadora, mas ao mesmo tempo convicta, certeira - Eu sei por que, porque agora você tocou em cada um deles, você os segurou, os trouxe para si. Mas não é assim que deve agir; você não deve defender só o que pode tocar e ver, deve defender suas idéias porque elas são mais reais do que você imagina Linka, as suas ideias e ideais são o que fazem você ser o que você é e também chegar onde só você pode chegar. Acredite mais em si para que no final da vida não se arrependa de ter vivido em cima de uma mentira materialista e limitada de seres humanos comuns.
     Linka chorava, não de tristeza mas de ter ouvido tudo que mais precisava. Guardou os pedacinhos de papel na gaveta e olhou pro amigovque sorridente mostrava a luz que entrava pela janela. A chuva havia passado assim como a sua incerteza. O tempo estava alaranjado e ela pode ver seus sonhos dançando pelos ares, certos de que seriam um a um explorados até o ultimo dia da sua vida não materialista.
-
(Adriana N. do Amaral)
-
Crônica baseada em meu livro A TRILHA MÁGICA onde os personagens Linka e Polus fazem parte

11/01/2012

Pedido sincero

Preciso de alguém  pronto a mostrar seu mundo e preparado pra conhecer o meu.
Preciso de alguém que não fuja da chuva quando ela estiver convidativa,
que pule nas poças e me puxe pelo braço sem medo de se molhar, ou com medo que eu me molhe
que dance comigo mesmo sem ritmo, que sinta a batida mesmo na falta do som. 
Preciso de alguém que me conte histórias do espaço sideral, de outros mundos, portais, espadas e conquistas mesmo tendo certeza de que conheço todas.
Preciso de alguém que acredite nos livros, que leia comigo deitado numa grama qualquer. Preciso de alguém que busque a liberdade, sonhe com o futuro e tenha em mente que nada na vida é fácil, mas que juntos nos tornamos fortes o suficientes pra conquistarmos o que desejamos. Preciso de alguém maduro o suficiente pra encarar os desafios da vida mas que preserve a criança dentro de si e se orgulhe da criança que existe em mim.
Preciso de alguém que jogue video-game comigo, que assista Senhor dos Anéis sem reclamar que é um filme longo, que cante musicas de animê mesmo sem saber japonês, que ria das minhas piadas sem graça, e que conte as mais sem graça pra me fazer rir. Preciso de alguém que me olhe nos olhos e enxergue que minha alma só pede por um alguém sincero, verdadeiro, que supere limites, que saiba esperar em Deus, que me respeite e me aceite como sou e que só abra a boca pra dizer eu te amo quando estiver certeza de que é pra sempre e não uma simples atração física que sinceramente, não faço questão nenhuma de despertar em ninguém ^^
-
-
Adriana N. Amaral

21/12/2011

amor verdadeiro

Se o amor for verdadeiro,    será benigno
não destruirá sua visão,  seus sonhos,  sua fé
não ferirá a sua alma nem seu coração
seguirá contigo por onde quer que fores
se mostrará forte quando você se sentir fraco
chorará e sorrirá contigo
será o seu melhor amigo...
Se for verdadeiro,  não largará sua mão
e sim vai apertá-la com força para certificar-se de que estas seguro.
Por isso, leva tua vida de acordo com teus propósitos
se for amor, resistirá
e se for de Deus, permanecerá para todo o sempre...
-
(Adriana N. Amaral)

20/12/2011

o vento e o tempo

O mesmo vento que te trouxe pra mim, decidiu te levar
não sei bem pra onde, não sei se vai demorar ou se ao menos vai voltar
A resposta está no tempo
que nos ensina esperar
que nos ajuda a superar
e que nos mostra que muitas vezes o melhor é aceitar

-
(Adriana N. Amaral)

27/10/2011

Labirinto de conhecimento

Quem dera poder habitar em uma biblioteca, cercada de mestres mudos com tanto a dizer; 
deslizaria sem receio pelos corredores abarrotados de mistério e silêncio
labirinto de conhecimento, onde quero me perder
-
Adriana N. Amaral

16/07/2011

reflexo

Dois homens estavam sentados a beira de um abismo. O vento úmido era o único som que ouviam além de suas vozes salpicadas pelo frio das montanhas. O homem mais velho falou enquanto observava o mover preciso das nuvens:
- É repugnante as vezes viver nesse mundo, onde estou cercado por pessoas falsas que me fazem odiá-las a cada dia em que tenho a obrigação de encará-las. 
O homem mais novo digeria suas palavras em silêncio o olhar perdido no infinito e a mente funcionando a todo o vapor; levantou-se de súbito e aprumou os pulmões gritando com todas as suas forças:
-EU ODEIO VOCÊ!!!!!!!!!
Todo o redor, preciso e vivo, colossal e ameaçador pareceu captar a mensagem, e em menos de um segundo o grito foi devolvido num eco tríplico ensurdecedor:
-EU ODEIO VOCÊ! EU ODEIO VOCÊ! EU ODEIO VOCÊ!
Logo fez-se silencio e por fim, o homem mais novo apoiou-lhe as mãos nos ombros e falou:
- Não seria tão repugnante se partisse de você o fato de não encará-las, mas simplesmente olha-las e cumprimentá-las. Somos um reflexo de tudo o que fazemos, a vida nos devolve o que lhe atiramos. O que você recebe do mundo nada mais é do que você tem dado a ele. 
Essas palavras foram como um soco na sua vulnerável realidade. Seu olhar estava tão perdido quanto sua falsa razão que havia batido em retirada. O vento assoprava frio agora, mas o céu se fazia mais azul do que nunca e as nuvens haviam se dissipado. O homem mais velho se levantou e disse:
- Seria mais fácil eu sentir raiva de você nesse momento,  mas não consigo e você sabe me dizer por que?
- Sim - disse o homem mais novo - é porque eu não lhe disse o que você queria ouvir, e sim o que você precisava escutar.
-
(Adriana N Amaral)
-

21/06/2011

romancista

Não quero ser uma romancista de meias palavras
que pisa de salto na sociedade
e deixa rastros de Caron’s Poivre ao passar
Não quero ser uma romancista que causa com a capa
que vende luxúria
mas deixa o conteúdo a desejar
Não quero ser uma romancista degradante
que brinca com palavras difíceis
abusa de diálogos pomposos
e afasta a criança da estante
Não quero ser uma romancista de milhões de cópias vendidas
atalhada numa falsa notoriedade
que seduz com batom e sombra nos olhos
mas as letras, estas estão há muito perdidas
Não quero ser uma romancista sem calor
dona de páginas frias e calculadas
e sim a escritora dos pés descalços 
que nas tardes ensolaradas, pega um livro, deita na grama e abraça o escritor

-
A simplicidade pode ser encontrada nas páginas dos melhores livros
e os melhores escritores se encontram nessas páginas
-
(Adriana N. Amaral)

18/06/2011

o poder do escritor

Ser escritor, é bem mais que saber dominar as palavras; ser escritor é viver em muitos mundos além do seu, é participar e fazer parte da vida de seus personagens, é amar as letras no momento em que elas te dão mais trabalho. É tentar tocar as imagens que a mente lhe revela. É sorrir pro invisível quando ele só é visível a você. É criar trilha sonora para sua obra e ouvi-la meio ao silêncio. É acordar no meio da madrugada com  alguma idéia mirabolante e acreditar que ela pode fazer a diferença. É sentir o cheiro da aventura e querer que sua historia seja lida, contada, e assim repassada mesmo depois de sua morte... 
Enfim, ser escritor é ter o dom de abrir portais em milhares de mentes, e implantar ali o mundo que antes só existia dentro da sua imaginação. Ser escritor é basicamente isso, o resto é supérfluo.
 
-
(Adriana N. Amaral)

12/02/2011

Love Dragonfly

Gif Animado de uma Libélula em Estereoscopia
Oh libélula, quanta leveza, dança bailarina espelha-se no lago 
Sintonia com o vento, fada que dança para todos os lados
Oh libélula, as folhas se curvam diante do seu farfalhar
doce pousar sobre a relva, exala magia pairada no ar
Oh libélula, foges oculta para seu castelo secreto
não deixa rastros, portador de mistério incerto
Oh libélula, suas asas vitrais delineiam a sua tenra coordenação
portadora da mais profunda beleza, inseto de seda que toma a minha imaginação 
-
PS* Oh Libélula quando contemplo teu plano de vôo, petrifico-me, pois admirar-te é preciso

Love Dragonfly              (Adriana N. Amaral)                                       


02/02/2011

livros são mágicos

-
Descubro se um livro é mágico assim que consigo tocá-lo; a grande verdade é que até hoje não toquei praticamente nenhum que não contivesse magia em suas páginas. Todos carregam parte da alma do seu criador, sonhos intocáveis, e tantas outras vidas ali depositadas.
-
(Adriana N. amaral)



28/01/2011

escrevo...

"Escrevo o que estou sentindo, e é nesse instante que tenho a certeza de que não sou eu quem doma as palavras, são elas que buscam a minha emoção, são elas que têm dominante razão. Certeiras, esguias, os traços que me trazem a calma
não conheço outra forma de ser escritor, se não com a alma"
-
(Adriana N. Amaral)


01/11/2010

As aparições de Aslam

Os amantes de Nárnia saberão exatamente o que descreverei aqui. Quando estamos lá no cinema, sentados, petrificados pela sensação de estarmos finalmente frente ao filme do ano; mais uma aventura narniana bem a nossa frente. Os olhos cheios de alegria ao presenciar-se com um dos melhores momentos cinematográficos... A aparição de Aslam. Quando esse leão aparece em cena (não sei acontece só comigo) mas é um momento de puro êxtase, na verdade, parece mesmo que ele é de fato real, sua bondade, seu olhar, sua voz. tudo contribui pra esse personagem complexo que rouba a cena mesmo não aparecendo o tempo todo.

 Aslam, o único personagem a participar dos sete livros, possui características sobrenaturais – é um ser divino. Aparece sempre nos momentos mais dramáticos para ajudar as crianças e os narnianos. Em O Sobrinho do Mago é ele quem cria Nárnia e suas criaturas, também é quem a destrói, em A Última Batalha, e leva todos para o País de Aslam.
Em A Viagem do Peregrino da Alvorada sua intervenção não é diferente. A novidade da história é que agora ele também tem a capacidade de aparecer em diferentes formas; vejamos os momentos de sua aparição:
Cura de Eustáquio. Na última noite da missão do Peregrino da Alvorada na Ilha do Dragão, Aslam apareceu para o dragão Eustáquio pedindo que se banhasse em uma nascente, mas que tirasse as roupas antes. O dragão obedeceu, tirando as escamas. Aslam o ajudou com as garras a tirar toda a pele, de forma que Eustáquio voltou a ser um garoto.
Quebra do encanto da Ilha da Água da Morte. Caspian e Edmundo começaram uma discussão sobre o destino da Ilha das Águas de Ouro, movidos pela magia que provocava a ganância em quem pisava na ilha. Aslam apareceu rapidamente em cima de um monte e eles voltaram a si.
Feitiço para tornar visíveis as coisas ocultas. Apareceu para Lúcia por meio do encantamento proferido do livro de Coriakin. Chamou a atenção dela por usar da magia para espionar as amigas e depois lhe apresentou o velho responsável pelos Tontópodes.
O Albatroz da Ilha Negra. Os tripulantes estavam desesperados para sair da névoa negra da região da ilha que era amaldiçoada com a realização de todos os sonhos. Aslam lhes apareceu na figura de um albatroz e os guiou para longe do local.
Para chamar a atenção de Caspian. O rei queria muito seguir para o País de Aslam, mas teria de abdicar da coroa. Nervoso, vai para o seu camarote. Aslam aparece e lhe chama à responsabilidade que tinha em seu reino.
O cordeiro. Em sua última aparição, um cordeiro encontra-se com Lúcia, Edmundo e Eustáquio depois de terem se despedido de Ripchip, que foi para o País de Aslam. Ele os convida a almoçar e no diálogo se mostra como o Grande Leão, depois abre uma fenda na parede para que as crianças voltem ao seu mundo.
E que venha Dezembro...

25/08/2010

Guilherme Briggs... personagem por detrás da voz

Quem nunca ouviu essa voz? A voz que nos trás tantas lembranças, a voz que nos leva a acreditar que talento não tem limites quando a pessoa que o possui tem garra respeito pelo que faz.
Venho aqui no meu Blog, fazer essa pequena homenagem ao melhor "personagem" de todos os tempos. O criador do Teatro de Bonecos, o dono do Tobias, e dono da voz mais marcante da minha infância.
Tio Briggs, obrigada pelo desastrado Eek The Cat, pelo rabugento Marvin, pelo lezado do Babão, pelo monte de músculos e coração Kronk, pelo inexplicável Freakazóid, pelo ilariante Cosmo, pelo insubstituível Dagget, pelo excêntrico Rei Julian... e por você dentro de cada um deles.
Ao melhor dublador do país, eu só tenho a dizer obrigada ^^
obs* não reparem, foto tirada do meu cel XD

23/08/2010

A Lenda do Monge e do Escorpião

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

13/08/2010

As cartas de Esther Lorenzza

Pois é, eu me arrisquei a escrever mais um conto; sendo que o primeiro ficou muito grande pra ser chamado de conto, então acabou sendo transformado em livro. Mas esse consegui que sua atmosfera e clima se transformasse num conto de suspense e mistério...
Uma história sombria, começa num lugar tipicamente sombrio, um balanço debaixo de uma enorme árvore, lua cheia, o vento soprando gentilmente o rosto da misteriosa jovem Esther Lorenzza... Assim começa a história.
um trecho
         "A paisagem estava carregada de pétalas de Dente-de-leão, que voavam serenamente, dançando ao ritmo da brisa, naquela cálida noite de sopro quente. Os pés descalços de Esther deslizavam de acordo com o movimento do balanço, e riscavam o chão arenoso. Uma de suas mãos segurava firmemente as correntes que rangiam baixinho, de acordo com o seu balançar, a outra segurava um medalhão brusco, com algum emblema entrelaçado. Seus cabelos desarrumados eram banhados pelo brilho da lua, que se exibia desnuda, num céu estrelado, e sem nuvens.  Sua respiração parecia estar acelerada; Esther parecia estar muito cansada..."
A história vai se desenvolvendo quando Víctor aparece questionando-a de mais de um de seus erros; Esther estaria correndo perigo naquela noite em que parecia fugir de todos os problemas? Algo inesperado está pra acontecer dando alusão a cada momento de suspense, que envolve Esther,  Víctor, e as cartas que guiarão o leitor num final surpreendente e inesperado; o que podemos chamar de pos scriptium do suspense,  que só 
AS CARTAS DE ESTHER LORENZZA poderá explicar.

Em breve estarei postando esse conto aqui no Blog pra todos conferirem... Aguardem

17/03/2010

19/01/2010

A Trilha Mágica ( a saga de Linka, Sadir e Polus) livro I


                                             

      Conta a emocionante história de três jovens que resolvem subir a Trilha Inca sem guia. Linka juntamente com seus dois melhores amigos, Sadir e Polus estão prestes a enfrentar um mundo desconhecido até então  só existido na imaginação humana. E é usando uma misteriosa bússola quebrada, com interferências do tempo  e as atitudes suspeitas do esconso Polus, eles desviam da trilha e muita coisa estranha começa a rondá-los. Mas isso não é tudo; nada é o que parece ser. e o tempo é apenas uma das chaves para decifrar um enigma que Linka pensava ser apenas coincidência.
     E quando enfim a história parecerá ter terminado; é aí que estará começando uma narrativa onde o sonho de pisar em Machu Picchu torna-se uma verdadeira lição de lealdade e coragem. Afinal, até onde alguém pode ir por um amigo de verdade? Uma aventura de tirar o fôlego atiçando a imaginação a cada página lida.

                                                                      

     Esse é um conto que virou livro (ainda em processo de finalização) é mais um de meus sonhos. Escrevo essa aventura e vivo essa aventura que brota e cresce a cada dia dentro de mim. 
    Sou amiga dos personagens; os personagens são meus amigos; sou a personagem, em parte,  tudo está comigo... 
     Em breve nas livrarias A TRILHA MÁGICA... 
    Jamais esquecendo do clube que virou uma grande familia; CJE que me ensinou que pra sonhar, basta ter em mãos lápis e papel... O resto a mente é quem faz. 

"...na verdade, eu era a mais velha da expedição com meus vinte e cinco anos, sempre entregue em algum destino que minha bússola pudesse levar, confiava piamente nela, estava ali em minhas mãos, com seu fino e decidido ponteiro dourado apontando pra lugar algum, estava quebrada, mesmo assim, era meu amuleto da sorte, não poderia deixar de levar o presente mais significativo que ganhei na minha vida, comecei a admirá-la sem perceber que o trem havia parado..."